quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

sábado, 16 de janeiro de 2016

UM NOVO MANDAMENTO ACERCA DO AMOR



Em certa ocasião Jesus teceu um comentário elogioso a um religioso que indagava o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Jesus, sem dar respostas diretas como fazia muitas vezes, estimula o doutor da lei [religiosa] a responder e este respondeu bem:


"E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás."


 Contudo, embora seja essa a síntese no Antigo Testamento, pois  o amarás o próximo como a si mesmo também já constava em Lv 19.18, Jesus optou por dar aos homens um novo mandamento.

No que diz respeito ao amar a Deus sobre todas as coisas, com certeza prevalece, mas o "amar o próximo como a si mesmo", este sofreu alteração, e isso pelo próprio Jesus. Lembra-se? Os textos estão em Jo 13.34 e 15.12.

13. 34: "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros."

15.12: "O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei."

A mudança é brutal, pois agora o parâmetro para amar ao próximo não é mais o que professa a Deus e como ama a si mesmo, mas o padrão é o amor de Cristo. Se observado este mandamento, quantos problemas evitaríamos em nosso meio, todos? Talvez grande parte deles... quase todos.

Nunca é demais relembrar que quem odeia o irmão e diz amar a Deus é mentiroso (1 Jo 4.20), para João, é impossível amar a Deus e odiar o próximo. Mais grave ainda, é considerar o versículo 8 do mesmo capítulo, pois João afirma que quem não ama não conhece a Deus. Simples assim, quem não ama não procede de Deus (v. 7), não nasceu dEle.

Ir aos cultos, cumprir um conjunto de regras, observar "pode" e "não pode" não atesta que ninguém é cristão, ou salvo, ou filho de Deus. São os frutos que atestam quem somos.

O mundo precisa ouvir o Evangelho e crer em Cristo, correto? Mas não basta somente pregar, falar, gravar DVDs com mensagens etc., o mundo precisa VER, sim, VER que amamos uns aos outros. O próprio Jesus o disse, confira:

"Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros." (Jo 13.35)

Mais à frente, orando por nós, clamou o Messias: "... a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste." (Jo 17.21)

Queremos que o mundo creia mais, amemos não só de palavra, mas em verdade.

Por fim, a caridade não pode ser, não é e nunca será o meio para salvação; a salvação é pela graça (Ef 2.8), dada por Deus, oferecida ao homem que deve acenar positivamente para o chamamento divino, sendo justificado e santificado, exigindo-se, daí em diante, que tal encontro com o Eterno seja demonstrado em obras, na prática, no dia a dia.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

DIA NACIONAL DA PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO

Eis uma das novas leis brasileiras. No dia 31 de Outubro é popularmente comemorado o dia das bruxas, mas também o aniversário da Reforma Protestante.

A data da lei abaixo foi fixada justamente no dia da Reforma, algo interessante. Destaco, porém, o art. 2º que veda a "discriminação de credo dentro de igrejas cristãs". Porque esta redação? Seria por estar o catolicismo também dentro, claro, das religiões cristãs, mas justamente nesse dia, 31 de Outubro, as igrejas fruto da Reforma relembrarem a libertação da ICAR e também trazem à memória as barbaridades que eram cometidas em nome de Deus?

Mas as reflexões no dia da Reforma vão além, agora questionamos as próprias igrejas ditas evangélicas, pois se no Sec. XVI combatia-se a venda de indulgências, hoje a coisa não é muito diferente, só que no meio dito evangélico.


Por outro lado, apesar de o Estado ser laico, isso não impede a sanção de leis como a 13.246, e não há que se falar em ferimento à laicidade, pois outros seguimentos religiosos também são contemplados e tal ação estatal em nada o torna confessional ou algo próximo a isso.

Na  mesma data, foi sancionada a lei 13.248 que institui o dia do Tambor de Crioula, "manifestação cultural" ligada ao catolicismo e religiões afro (veja aqui). Importante fazer o destaque desta lei antes que alguém venha correndo apontar contra os cristãos.




Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
Institui o dia 31 de outubro como Dia Nacional da Proclamação do Evangelho e dá outras providências.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o  Fica instituído o dia 31 de outubro de cada ano como Dia Nacional da Proclamação do Evangelho.
Art. 2o  No dia 31 de outubro dar-se-á ampla divulgação à proclamação do Evangelho, sem qualquer discriminação de credo dentre igrejas cristãs.
Art. 3o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de janeiro de 2016; 195o da Independência e 128o da República.
DILMA ROUSSEFF

Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.1.2016

terça-feira, 24 de novembro de 2015

NOÉ, A VINHA, A MALDIÇÃO E O NÃO ARREPENDIMENTO PELO ERRO

É indiscutível a atitude incorreta de Cam, filho de Noé, ao contemplar a nudez de seu pai e não tratar de forma respeitosa o Patriarca, o qual não era um beberrão, mas conhecido na Bíblia como homem "justo e íntegro entre os seus contemporâneos. Noé andava com Deus." (Gn 6.9).

Segundo o Pr. Claudionor de Andrade, "Ao invés de calar-se e, discretamente, resguardar a honra do seu pai, saiu a depreciar-lhe a imagem (Gn 9.22)" (ANDRADE, Claudionor de , Revistas Lições Bíblicas, 4º Trimestre de 2015, CPAD, p. 65).

O Pastor Altair Germano em artigo intitulado "A Síndrome de Cam", aqui, também comenta o fato e discorre sobre os possíveis motivos do filho de Noé em expor sua nudez; o pastor faz ainda um paralelo entre o fato relatado no Livro do Começo e situações envolvendo erros de lideranças atualmente, mas com enfoque na atitude reprovável de Cam.

Ao ler o trecho bíblico não desconsidero o comportamento reprovável de Cam, mas inquieto-me com alguns pensamentos:

- Noé embebeda-se inocentemente?
- Após recobrar o juízo, teve consciência de que errou?
- Deveria o Patriarca pedir perdão, demonstrar arrependimento?

Mesmo a Bíblia não sendo clara a respeito dos pormenores que envolveram o plantio da vinha e a fermentação do fruto, há quem cogite que Noé sabia das implicações da bebida: "Vemos aqui, a primeira vez que o vinho é mencionado nas Escrituras, mas a produção de vinho já era realizada antes do dilúvio, e Noé sem dúvida sabia o que podia lhe acontecer se bebesse vinho demais."   (Comentário Bíblico Expositivo W. W. Wiersbe , Geográfica Editora, 2014, V.1, p. 71).

Prossegue ainda: "Numa tentativa de exonerar Noé de culpa, alguns estudiosos afirmam que o dilúvio causou uma transformação na atmosfera da Terra, e isso levou o suco de uva a fermentar pela primeira vez; no entanto, esse defesa não é muito sólida. Noé colheu as uvas, espremeu-as no lagar, colocou o suco em odres e esperou que fermentasse."

Caminhando na trilha do comentarista, é possível focalizar não somente Cam como um irreverente, mas também Noé como ser humano que erra; apesar de justo e íntegro, também falhou, errou, não obstante ser um dos mais notáveis santos do AT.

A Bíblia não busca descrever os grandes  homens de Sua história como infalíveis, pelo contrário, mostra suas falhas e as consequências amargas decorrentes dos erros. Sabe-se que um erro pode tomar maiores proporções dependendo de quem o comete, pois espera-se de homens de alta posição, condutas compatíveis (não desconsiderando aqui que, como já afirmado, são humanos).

Retomando Wiersbe:

"Pelo menos Noé estava em sua própria tenda quando isso aconteceu, não em algum lugar público. No entanto, quando pensamos em quem ele era (um pregador da justiça) e no que havia feito (salvo sua família da morte), seu pecado torna-se ainda mais repulsivo.
A Bíblia não apresenta desculpas para os pecados dos santos, mas sim os menciona como advertências para que não façamos como eles (1 Co10.6-13). Como disse Supurgeon: 'Deus nunca permite que seus filhos pequem com sucesso'. Há sempre um preço a ser pago.

(...)

Noé não planejou embriagar-se e expor-se vergonhosamente, mas, de qualquer modo,  foi o que aconteceu. Os japoneses têm um provérbio muito apropriado: 'Primeiro o homem toma um trago, depois o trago toma um trago e, então, o trago toma o homem." (pp. 71,72).

Volto a afirmar que o comportamento de Cam foi reprovável e há farto comentário sobre isso.

Entretanto, não podemos negar que Noé também errou. Se podemos aplicar o texto bíblico para advertência dos que expõem o erro de quem deveriam preservar e tratar de forma respeitosa, também podemos aplicá-lo no sentido de que pais e lideranças devem estar em todo o tempo atentos ao que fazem, pois nem todo "sucesso" empreendido anteriormente é capaz de amenizar um erro posterior.

Ademais, por qual motivo não vemos Noé constrangido quando lúcido? Não poderia também haver quebrantamento, perdão, reconciliação?

Adão e Eva tiveram oportunidade de demonstrar arrependimento e não fizeram. Caim, apesar de Deus travar um diálogo muito mais pedagógico do que para esclarecer dúvidas também não demonstra arrependimento.

Em tempos presentes, o reconhecimento do erro e arrependimento por parte dos que não deveriam errar (mas são humanos, não?) também é desejável e ensina. Tão somente amaldiçoar quem errou em seguida não soluciona a questão.

Se observássemos um Noé arrependido, quebrantado, constrangido pelo seu erro, isso não o diminuiria, pelo contrário, aumentaria sua grandeza.

 No NT, acho que um trecho paulino seria apropriado para as duas partes e as levaria a tomarem, ambas, a atitude correta: "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo." Fp 2.3

sábado, 31 de outubro de 2015

DIA 31 DE OUTUBRO: "DIA DA REFORMA PROTESTANTE"




A igreja nos tempos de Lutero

A igreja Católica do século XVI possuía uma influência muito grande na sociedade. Muitos homens foram condenados e mortos pela igreja por criticar práticas anti-bíblicas, como a venda de indulgências.

 O que eram indulgências

Como o papa Leão X precisava arrecadar verbas para a conclusão das obras da Basílica de São Pedro em Roma, enviou Jhon Tetzel para vender bulas assinadas pelo papa, as quais, dizia, tinha a virtude de conceder o perdão de todos os pecados, não só aos possuidores da bula, mas também aos amigos, mortos ou vivos. Tetzel dizia: “Tão depressa o vosso dinheiro caia no cofre, a alma dos vossos amigos subirá do purgatório para o céu.”

 A Caminho da Reforma

Martinho Lutero foi criado sob fundamentos católicos, pois sua mãe era muito devota. Apesar de seu pai desejar que ele se formasse em direito, Lutero foi para o convento com 22 anos. Muito dedicado e rigoroso observador das regras, seis anos mais tarde já se tornara doutor em teologia e começa a preparar sermões. É quando ele escreve: "No transcorrer desses estudos, o papado soltou-se de mim." Lutero não interpretava aleatoriamente a Palavra, como era costume na época.

“O justo viverá da fé.” (Rom 1.17)

Estudando a Carta de Paulo aos Romanos, Lutero pode entender que o Deus que ele tanto temia (como aprendera pelos ensinamentos da igreja) não era o Deus revelado por Cristo. Martinho se converte, então, ao Deus vivo. Ele agora compreende que as indulgências eram uma falácia e que não haveria penitências nem obras que livraria o homem de seus pecados. Ele escreve: "Então eu compreendi que a justiça de Deus era aquela pela qual, pela graça e pura misericórdia, Deus nos justifica através da fé. Então me achei recém-nascido e no paraíso. Antes, essas palavras, 'justiça de Deus', eram-me detestáveis; agora as recebo com o mais intenso amor." Também deixou aquilo que foi chamado como “o pior erro gramatical do mundo”, isto é, a ideia medieval de que o homem faz-se justo.


As 95 teses de Lutero

No dia 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da Igreja do Castelo, em Wittenberg, as 95 teses contrárias às práticas da igreja, todas relacionadas com a venda de indulgências, mas pregava o arrependimento dos pecados em Jesus Cristo. Lutero não intencionava atacar a igreja, mas queria defender o papa contra os vendedores de indulgências. No entanto, um mês depois as teses já tinham sido traduzidas em três línguas, fazendo estremecer os alicerces do velho edifício em Roma.

Algumas teses:

1) Pregam doutrina humana aqueles que dizem, tão logo tilintar a  moeda lançada na caixa, a alma sairá  voando do purgatório.

2) Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão plena de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.

3) Admoestem-se os cristãos que procuram seguir seu cabeça, Cristo, através de penas, da morte e do inferno.

Queima da bula papal, 1520

Por causa de seus escritos, Lutero recebeu uma bula de excomunhão da igreja, a qual classificou de “bula execrável do anticristo”. No dia 10 de dezembro queimou a bula em reunião pública na porta de Wittenberg.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ADÃO E EVA FORAM REAIS, A BÍBLIA COMPROVA

No próximo fim de semana, as Assembleias de Deus no Brasil estarão estudando a lição de número 3 da revista de Escola Dominical que tem como título "E Deus Criou Homem e Mulher."

À luz da Palavra de Deus, Adão e Eva existiram literalmente, não sendo mitos ou fruto da imaginação do escritor, negar isto traz sérias e incontornáveis problemas para a fé cristã. Não há possibilidade de alguém se dizer cristão e ao mesmo tempo negar a existência literal dos primeiros seres humanos.

Abaixo, alguns pontos extraídos do livro "Manual Popular de Dúvidas Enigmas e 'Contradições' Bíblicas":

Adão e Eva pessoas reais, ou apenas um mito?[1]


Ø  Gn 1 e 2 tratam-nos como pessoas reais;
Ø  Eles tiveram filhos que foram pessoas reais (Gn 4.1,25; 5.1ss);
Ø  As genealogias contemplam Adão e Eva (Gn 6.9; 9.12; 10.1, 32);
Ø  Cronologias posteriores ao AT colocam Adão no tepo da lista (1 Cr 1.1);
Ø  O NT põe Adão no início da lista dos antecedentes de Jesus (Lc 3.38);
Ø  Jesus referiu-se a Adão e Eva como os primeiros “macho e fêmea” (Mt19.4);
Ø  Romanos dclara que a morte literalmente reinou no mundo traziad por um Adão literal (Rm 5.14);
Ø  Em 1 Co 15.45 Adão é tomado de forma literal comparado com Cristo;
Ø  Paulo fala de Adão como uma pessoa Real (1 Tm 2.13).

      Conforme o Texto Sagrado, os primeiros Pais foram reais e não há motivos para negar isso, a não ser que alguém queira flexibilizar a fé na Palavra de Deus.

       Do ponto de vista científico, reportagem veiculada no Jornal Mensageiro da Paz n.º 1565 de Outubro de 2015, assevera a possibilidade genética da existência de Adão e Eva como descrito no relato bíblico:

    Portanto, biblicamente não há motivos para duvidar da existência literal e cientificamente também há
    provas dessa possibilidade, sem que precisemos da confirmação da ciência, claro, para crer.





[1] - GEISLER, Noram e HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” Bíblicas. São Paulo: Mundo Cristão, 2010.

Lição 03 - Lições Bíblicas Adultos - 4º Trim./2015 - CPAD

Abaixo, disponibilizo vídeo disponível no you tube na canal da CPAD: