quarta-feira, 22 de outubro de 2014

OBRIGATORIEDADE DE PASTORES CELEBRAREM CASAMENTO GAY

Segundo postagem no site cpadnews, em certa localidade nos Estados Unidos os ministros religiosos são agora obrigados a realizarem casamento de pessoas do mesmo sexo.

Os Estados Unidos da América têm uma das Constituições mais antigas e sintéticas comparada à maioria dos países, sendo que as três mais importantes características das Constituições são cuidar da estrutura do Estado, a organização dos poderes e elencar direitos fundamentais.

Ora, dentre os direitos fundamentais amplamente discutidos hoje na era do Estado Democrático de Direito está o direito à liberdade religiosa; é direito básico.

Vejamos o que diz a Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que está me vigor nos EUA desde 1978, acerca do tema:

Artigo 12 - Liberdade de consciência e de religião

1. Toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de religião. Esse direito implica a liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças, bem como a liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual ou coletivamente, tanto em público como em privado.
2. Ninguém pode ser submetido a medidas restritivas que possam limitar sua liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças.
3. A liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças está sujeita apenas às limitações previstas em lei e que se façam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas.

4. Os pais e, quando for o caso, os tutores, têm direito a que seus filhos e pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

O dispositivo internacional é claro em assegurar a liberdade de crença, de fé e de manifestá-la se não incorrer nas limitações do item 3.

Obrigar ministros religiosos que não concordam a casarem pessoas do mesmo sexo é infringir o Pacto, é limitar a liberdade religiosa consagrada no texto, mas em parte dos EUA parece não ser assim que enxergam a questão.

No Brasil, por outro lado, os ministros religiosos não estão sofrendo hoje tal agressão aos seus direitos. Nosso país aderiu ao Pacto, que ingressou no ordenamento jurídico pátrio como norma supralegal, ou seja, acima das leis e abaixo da Constituição. Mas além desta previsão ainda há o disposto no art. 5º da Constituição brasileira de 1988:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; 

Conforme inciso VIII "ninguém poderá ser privado de direitos por motivo de crença religiosa..."; este dispositivo seria desrespeitado se uma lei tivesse por objetivo constranger um ministro religioso agir nos moldes impostos aos americanos citados anteriormente, pois poderia ocorrer de ter o direito de liberdade restringido (ser preso) em virtude de sua crença.

No Brasil há a proteção na Carta Magna, tanto como no Pacto ao qual aderiu o país, aos que querem professar sua fé, manifestando suas convicções e não podem ser obrigados a tomarem determinada atitude, casarem um casal gay por exemplo, se isso fere suas convicções religiosas.

É possível a edição de uma lei semelhante à americana no Brasil?

Hipoteticamente sim, mas somente em âmbito nacional, pois acerca de matéria penal somente a União através do Congresso Nacional (Senadores e Deputados Federais) pode aprovar tal matéria. Contudo, não é exagero ficar de olho na questão, pois certamente os militantes da causa gay estão observando o que aconteceu no caso americano.

Por enquanto, estamos amparados legalmente para expressar nossa convicção religiosa acerca desta matéria e de todas as outras que desejarmos manifestar nosso posicionamento. No entanto, deve ser observado que isso não inclui proteção aos crimes contra a honra; podemos manifestar nosso pensamento sem cometer crimes, ou seja, de forma respeitosa, mas convicta. Ainda assim, se em um caso real houver reação por parte de alguém que quiser limitar nosso direito as autoridades públicas devem agir com base no texto constitucional e também considerar a norma supralegal.



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

ANIVERSÁRIO DE UM MILAGRE

Há três anos, em 13 de Janeiro de 2011, eu e minha esposa estávamos pela manhã em um hospital da cidade para ela dar à luz nossa segunda filha.

A Sarah nasceu duas semanas antes do previsto em razão de um pequeno problema ao final da gestação.

Como no primeiro parto, tudo correu bem e dentro de pouco tempo depois de ter entrado na sala de cirurgia estávamos no quarto com o bebê.

Como em todo acontecimento dessa natureza, depois de alguns minutos no quarto com a mãe e a criancinha o pai tem que sair para resolver algo, comprar algum remédio etc., e assim foi.

Passado algum tempo voltei. Tal foi a surpresa quando entrei no quarto do hospital e a criança não estava lá; minha esposa chorava e veio a explicar: a Sarah mamou e depois engasgou, não conseguiu engolir e ficamos desesperadas, gritamos a enfermeira e levaram ela para a UTI.

Talvez eu não nunca tenha ficado mais abatido do que naquele momento, e passava o tempo e não tínhamos notícias.
Andando pelo corredor do hospital, senti claramente o Senhor a me lembrar: “Eu que dou a vida; Eu que posso tirar”. Daquele momento em diante eu tinha plena convicção que se Deus quisesse tomá-la nada poderíamos fazer, mas se quisesse que ela vivesse nada poderia tirar a pequenina de nós.

Voltei então para o quarto.

Depois de algum tempo veio o pediatra trazendo em uma das mãos, como um troféu aquele bebê com a barriguinha para baixo; o médico perguntou (em tom de brincadeira): e isso que vocês estavam esperando? Em lugar da resposta sorrimos, nos alegramos.
Recebemos uma explicação do que poderia ter acontecido e ficamos ali aquela noite, contudo, não pregamos os olhos, revezamos à noite toda vigiando a criança que dormia.

No dia seguinte fomos embora: eu, minha esposa, a criança e o medo de alguma coisa acontecer. O medo não afastou nada e nos próximos meses vivemos um período de muito susto, tensão, incerteza.

Em casa a crise foi repetida, era a criança mamar que engasgava e tinha dificuldades para “voltar”. Depois, indo ao médico, descobrimos que sofria de refluxo.

Daí em diante parece que vivíamos em tensão o dia todo, em cada mamada a expectativa de ver a criança dar a crise e  não conseguir respirar; às vezes com tapinhas nas costas ela voltava rapidamente; às vezes demorava a ponta de bater desespero, gritos, choro, correria para o médico, mas a bondade de Deus já se revelava diariamente, pois sempre que acontecia estávamos com ela nos braços e nunca aconteceu com ela dormindo ou longe de alguém, o que poderia ser fatal.

Durante seis meses passamos por este problema, orando, chorando, pensando em tudo.

Voltando um pouco, foi no 15º dia do nascimento que sua irmã mais velha (a Rebeca tinha pouco mais de dois anos) chegou ao lado do berço em que a pequena dormia e começou a cantar: “parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida”. Naquele momento, a última parte da canção bateram em meus ouvidos e me fizeram despertar, então pensei no trecho novamente: “…muitas felicidades, muitos anos de vida“. Em meu coração tive a certeza de ser da parte de Deus que ela teria “muitos anos de vida” e era Deus falando através da primogênita que iria guardar a Sara, que ela não morreria. Mas ainda assim, com medo de ser algo simplesmente do meu lado paterno, guardei no coração a mensagem.

Vencidos os seis meses de tratamento tudo estava normal.

Há dois dias comemoramos o aniversário de 3 anos da Sarah. Ela está bem, aliás muito bem. Estuda, brinca, corre, canta no Harpa de Davi (conjunto infantil da igreja), recita até o Salmo 23, mas pula algumas palavras e outras não pronuncia tão bem.

A cada ano comemoramos o aniversário do nosso milagre com mais e mais gratidão, pois sabemos que cristãos também passam por momentos difíceis, duros, em que aprendemos muitas coisas; aprendemos que somos impotentes em muitas circunstâncias; que somos frágeis; que somos passageiros; mas também aprendemos que Deus está conosco, e que apesar de nossa limitação Seu cuidado dá a vida, dá alívio, dá paz.

Certamente, todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus.

Creia nEle.

sábado, 23 de novembro de 2013

Assista ao trailer "Blood Money - Aborto Legalizado"

O vídeo abaixo mostra a indústria do aborto dos Estados Unidos da América.




No próximo vídeo, um documentário interessante sobre a concordância com o aborto. Para pensar, refletir e ser justo consigo mesmo:




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"VIVEI, ACIMA DE TUDO, POR MODO DIGNO DO EVANGELHO DE CRISTO" Fp 1.27

Paulo, ao escrever a sua bela carta à Igreja na cidade de Filipos, depois de expor sua situação de prisioneiro por causa do Evangelho, de falar de sua conduta reta diante das aflições, exorta a igreja filipense:
 
“Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;” Fp 1.27

Viver de modo digno do Evangelho de Cristo é uma condição realmente nobre, pois é um convite a viver renunciado os próprios desejos, lutando contra a carne, fazendo morrer a natureza terrena, colocando o Evangelho acima dos desejos pessoais e prazeres carnais. Viver de modo digno do Evangelho de Cristo é colocá-lo acima dos próprios objetivos e metas pessoais.

John MacArthur, em seu comentário sobre Filipenses, acrescenta: “Ele [Paulo] convida os filipenses a manter seu compromisso espiritual, para continuar a se comportar de uma maneira que seja consistente com o poder do evangelho. Ele chama-os a olhar cuidadosamente em seus próprios corações, para determinar se eles têm integridade espiritual. Este recurso se aplica, naturalmente, a todo seguidor de Jesus Cristo em cada tempo e lugar.”
 
Hoje em dia vivemos uma terrível crise na vida cristã dos evangélicos. Primeiramente o problema está, justamente, no “evangelho” difundido em larga escala, um “evangelho” que não é o de Cristo, mas, como alguns ajuntamentos se intitulam evangélicos são contados como tais. O Evangelho das massas tem o homem no centro, tudo gira em torno dele, sejam as músicas, pregações, campanhas etc..


O Evangelho de Cristo é firmado, inicialmente, no Cristo bíblico, lógico, no messias que, servindo de exemplo em tudo, conforme a mais alta teologia paulina, afirma que o Senhor mesmo “subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si  mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” Fp 2.6-9

Este é o Cristo do Evangelho; é o comportamento padrão para fundamentarmos nossa devoção ao Senhor.

Um pouco mais à frente, em Fp 2.12, Paulo conclama os filipenses a desenvolverem a sua salvação com temor e tremor.

A falta de temor e tremor de alguns crentes está justamente em não conhecerem o Cristo do Evangelho como a Bíblia o revela. Entender nossa condição de pecadores, e a condição de  que Cristo se fez pecado por nós,  nos constrange a vivermos de modo digno do Evangelho, a desenvolvermos nossa salvação com temor e tremor. Fora disso, muitos frequentam as igrejas aos domingos, mas no dia seguinte maculam o nome da Igreja com suas condutas detestáveis. Alguns, após o culto dominical, ou antes dele, entregam-se ao pecado, sem medo, sem temor, para depois levantarem mãos impuras em direção ao teto do templo, pois o céu certamente recusa ofertas de um coração hipócrita.

Sabiamente, em “Sua Igreja Está Preparada?”, o notável apologista Ravi Zacharias escreve: “tenho pouca dúvida de que o maior obstáculo individual para o impacto do Evangelho não tem sido sua inabilidade para fornecer respostas, mas a falha de nossa parte em vivê-lo completamente”.

Crentes que não vivem de modo digno do Evangelho impedem o progresso do Reino, não vivem “num mesmo espírito”, não combatem juntos pela fé evangélica, antes, vivem desgarrados, unindo-se a outros que vivem de modo indigno, fazendo coisas indignas, para a desonra do nome do Senhor e a condenação própria.

Outro ponto de destaque no v. 27 é quando o apóstolo adverte: “para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós…” Paulo lembra aos filipenses que a conduta deles não deve ser exemplar tão somente se o apóstolo estiver com eles, mas, antes, as notícias dos cristãos filipenses deveriam ser de que andavam de modo digno do Evangelho, que estavam unidos em um mesmo propósito, ainda que o apóstolo estivesse longe daquela igreja.

Às vezes ouvimos notícias sobre a conduta de cristãos que nos partem o coração, pois além de macularem o Caminho ainda atraem para si maldição, perdição, mesmo tendo conhecimento de que o salário do pecado é a morte caminham tranquilamente pelo espaçoso caminho que conduz à perdição.
 
Por fim, mais um trecho do escrito de Macarthur encerra bem o artigo: “Quando olhar o incrédulo na igreja e não ver a santidade, pureza e virtude, não parece haver nenhuma razão para crer no evangelho que proclama.”

Viva de modo digno do Evangelho.