quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

ANIVERSÁRIO DE UM MILAGRE

Há três anos, em 13 de Janeiro de 2011, eu e minha esposa estávamos pela manhã em um hospital da cidade para ela dar à luz nossa segunda filha.

A Sarah nasceu duas semanas antes do previsto em razão de um pequeno problema ao final da gestação.

Como no primeiro parto, tudo correu bem e dentro de pouco tempo depois de ter entrado na sala de cirurgia estávamos no quarto com o bebê.

Como em todo acontecimento dessa natureza, depois de alguns minutos no quarto com a mãe e a criancinha o pai tem que sair para resolver algo, comprar algum remédio etc., e assim foi.

Passado algum tempo voltei. Tal foi a surpresa quando entrei no quarto do hospital e a criança não estava lá; minha esposa chorava e veio a explicar: a Sarah mamou e depois engasgou, não conseguiu engolir e ficamos desesperadas, gritamos a enfermeira e levaram ela para a UTI.

Talvez eu não nunca tenha ficado mais abatido do que naquele momento, e passava o tempo e não tínhamos notícias.
Andando pelo corredor do hospital, senti claramente o Senhor a me lembrar: “Eu que dou a vida; Eu que posso tirar”. Daquele momento em diante eu tinha plena convicção que se Deus quisesse tomá-la nada poderíamos fazer, mas se quisesse que ela vivesse nada poderia tirar a pequenina de nós.

Voltei então para o quarto.

Depois de algum tempo veio o pediatra trazendo em uma das mãos, como um troféu aquele bebê com a barriguinha para baixo; o médico perguntou (em tom de brincadeira): e isso que vocês estavam esperando? Em lugar da resposta sorrimos, nos alegramos.
Recebemos uma explicação do que poderia ter acontecido e ficamos ali aquela noite, contudo, não pregamos os olhos, revezamos à noite toda vigiando a criança que dormia.

No dia seguinte fomos embora: eu, minha esposa, a criança e o medo de alguma coisa acontecer. O medo não afastou nada e nos próximos meses vivemos um período de muito susto, tensão, incerteza.

Em casa a crise foi repetida, era a criança mamar que engasgava e tinha dificuldades para “voltar”. Depois, indo ao médico, descobrimos que sofria de refluxo.

Daí em diante parece que vivíamos em tensão o dia todo, em cada mamada a expectativa de ver a criança dar a crise e  não conseguir respirar; às vezes com tapinhas nas costas ela voltava rapidamente; às vezes demorava a ponta de bater desespero, gritos, choro, correria para o médico, mas a bondade de Deus já se revelava diariamente, pois sempre que acontecia estávamos com ela nos braços e nunca aconteceu com ela dormindo ou longe de alguém, o que poderia ser fatal.

Durante seis meses passamos por este problema, orando, chorando, pensando em tudo.

Voltando um pouco, foi no 15º dia do nascimento que sua irmã mais velha (a Rebeca tinha pouco mais de dois anos) chegou ao lado do berço em que a pequena dormia e começou a cantar: “parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida”. Naquele momento, a última parte da canção bateram em meus ouvidos e me fizeram despertar, então pensei no trecho novamente: “…muitas felicidades, muitos anos de vida“. Em meu coração tive a certeza de ser da parte de Deus que ela teria “muitos anos de vida” e era Deus falando através da primogênita que iria guardar a Sara, que ela não morreria. Mas ainda assim, com medo de ser algo simplesmente do meu lado paterno, guardei no coração a mensagem.

Vencidos os seis meses de tratamento tudo estava normal.

Há dois dias comemoramos o aniversário de 3 anos da Sarah. Ela está bem, aliás muito bem. Estuda, brinca, corre, canta no Harpa de Davi (conjunto infantil da igreja), recita até o Salmo 23, mas pula algumas palavras e outras não pronuncia tão bem.

A cada ano comemoramos o aniversário do nosso milagre com mais e mais gratidão, pois sabemos que cristãos também passam por momentos difíceis, duros, em que aprendemos muitas coisas; aprendemos que somos impotentes em muitas circunstâncias; que somos frágeis; que somos passageiros; mas também aprendemos que Deus está conosco, e que apesar de nossa limitação Seu cuidado dá a vida, dá alívio, dá paz.

Certamente, todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus.

Creia nEle.

sábado, 23 de novembro de 2013

Assista ao trailer "Blood Money - Aborto Legalizado"

O vídeo abaixo mostra a indústria do aborto dos Estados Unidos da América.




No próximo vídeo, um documentário interessante sobre a concordância com o aborto. Para pensar, refletir e ser justo consigo mesmo:




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"VIVEI, ACIMA DE TUDO, POR MODO DIGNO DO EVANGELHO DE CRISTO" Fp 1.27

Paulo, ao escrever a sua bela carta à Igreja na cidade de Filipos, depois de expor sua situação de prisioneiro por causa do Evangelho, de falar de sua conduta reta diante das aflições, exorta a igreja filipense:
 
“Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;” Fp 1.27

Viver de modo digno do Evangelho de Cristo é uma condição realmente nobre, pois é um convite a viver renunciado os próprios desejos, lutando contra a carne, fazendo morrer a natureza terrena, colocando o Evangelho acima dos desejos pessoais e prazeres carnais. Viver de modo digno do Evangelho de Cristo é colocá-lo acima dos próprios objetivos e metas pessoais.

John MacArthur, em seu comentário sobre Filipenses, acrescenta: “Ele [Paulo] convida os filipenses a manter seu compromisso espiritual, para continuar a se comportar de uma maneira que seja consistente com o poder do evangelho. Ele chama-os a olhar cuidadosamente em seus próprios corações, para determinar se eles têm integridade espiritual. Este recurso se aplica, naturalmente, a todo seguidor de Jesus Cristo em cada tempo e lugar.”
 
Hoje em dia vivemos uma terrível crise na vida cristã dos evangélicos. Primeiramente o problema está, justamente, no “evangelho” difundido em larga escala, um “evangelho” que não é o de Cristo, mas, como alguns ajuntamentos se intitulam evangélicos são contados como tais. O Evangelho das massas tem o homem no centro, tudo gira em torno dele, sejam as músicas, pregações, campanhas etc..


O Evangelho de Cristo é firmado, inicialmente, no Cristo bíblico, lógico, no messias que, servindo de exemplo em tudo, conforme a mais alta teologia paulina, afirma que o Senhor mesmo “subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si  mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” Fp 2.6-9

Este é o Cristo do Evangelho; é o comportamento padrão para fundamentarmos nossa devoção ao Senhor.

Um pouco mais à frente, em Fp 2.12, Paulo conclama os filipenses a desenvolverem a sua salvação com temor e tremor.

A falta de temor e tremor de alguns crentes está justamente em não conhecerem o Cristo do Evangelho como a Bíblia o revela. Entender nossa condição de pecadores, e a condição de  que Cristo se fez pecado por nós,  nos constrange a vivermos de modo digno do Evangelho, a desenvolvermos nossa salvação com temor e tremor. Fora disso, muitos frequentam as igrejas aos domingos, mas no dia seguinte maculam o nome da Igreja com suas condutas detestáveis. Alguns, após o culto dominical, ou antes dele, entregam-se ao pecado, sem medo, sem temor, para depois levantarem mãos impuras em direção ao teto do templo, pois o céu certamente recusa ofertas de um coração hipócrita.

Sabiamente, em “Sua Igreja Está Preparada?”, o notável apologista Ravi Zacharias escreve: “tenho pouca dúvida de que o maior obstáculo individual para o impacto do Evangelho não tem sido sua inabilidade para fornecer respostas, mas a falha de nossa parte em vivê-lo completamente”.

Crentes que não vivem de modo digno do Evangelho impedem o progresso do Reino, não vivem “num mesmo espírito”, não combatem juntos pela fé evangélica, antes, vivem desgarrados, unindo-se a outros que vivem de modo indigno, fazendo coisas indignas, para a desonra do nome do Senhor e a condenação própria.

Outro ponto de destaque no v. 27 é quando o apóstolo adverte: “para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós…” Paulo lembra aos filipenses que a conduta deles não deve ser exemplar tão somente se o apóstolo estiver com eles, mas, antes, as notícias dos cristãos filipenses deveriam ser de que andavam de modo digno do Evangelho, que estavam unidos em um mesmo propósito, ainda que o apóstolo estivesse longe daquela igreja.

Às vezes ouvimos notícias sobre a conduta de cristãos que nos partem o coração, pois além de macularem o Caminho ainda atraem para si maldição, perdição, mesmo tendo conhecimento de que o salário do pecado é a morte caminham tranquilamente pelo espaçoso caminho que conduz à perdição.
 
Por fim, mais um trecho do escrito de Macarthur encerra bem o artigo: “Quando olhar o incrédulo na igreja e não ver a santidade, pureza e virtude, não parece haver nenhuma razão para crer no evangelho que proclama.”

Viva de modo digno do Evangelho.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O POSICIONAMENTO CONTRA ÁLCOOL E DROGAS NÃO É RELIGIOSO.

Muitos "identificam" cristãos por serem contra o consumo de álcool e drogas, pelo menos em regra é assim.

Pois bem, sendo conhecidos pelo posicionamento contra o consumo de álcool e drogas, os cristãos o fazem pois a Bíblia sagrada deixa clara a orientação nesse sentido.

Desde o primórdios vemos graves problemas relacionados ao consumo excessivo de bebidas.

As drogas, ainda que maconha, também estão no rol de coisas que abominamos, haja vista os problemas graves que decorrem de seu uso.

Vejam reportagem abaixo:

fonte: veja.com

21,3% de acidentados em moto usaram droga ou álcool

Pesquisa foi realizada pelo Hospital das Clínicas com 326 motociclistas acidentados na capital; número de mortes cresceu 27% em sete anos

Acidente envolvendo caminhão e moto deixa o motociclista morto na madrugada desta sexta-feira (15), na Marginal Pinheiros, próximo a ponte Eusébio Matoso, sentido Castello Branco, zona oeste de São Paulo (SP)
Acidente com caminhão matou motociclista na Marginal Pinheiros em março (Alex Falcão/Futura Press)
Dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo apontam que uma em cada cinco vítimas de acidente de moto na capital paulista havia consumido algum tipo de droga ou álcool antes do acidente: 7,1% consumiram álcool e 14,2% usaram alguma droga ilícita – cocaína e maconha são as mais comuns.
Os dados mostram ainda que entre os 7,1% que consumiram álcool antes de dirigir, apenas 1% estava com a dosagem considerada segura de álcool no sangue: menos de 0,6 g/l. Todos os outros condutores estavam com doses acima de 0,6 g/l – o que é considerado um fator de risco altíssimo para acidentes.
Ao todo, a pesquisa coletou dados de 326 vítimas de acidentes de moto que aconteceram entre fevereiro e maio. Os dados referem-se aos acidentes que aconteceram na Zona Oeste da capital – região que engloba as duas marginais (do Pinheiros e do Tietê), parte do Corredor Norte-Sul, Avenida Rebouças e outras vias de movimento. Sete morreram no hospital e dez no local do acidente. É nessa região que fica o complexo do HC, referência no atendimento às vítimas de acidentes no trânsito.
Esta foi a primeira vez que os pesquisadores coletaram amostras de saliva dos acidentados e as enviaram para análise num laboratório nos Estados Unidos, que avaliou a presença de álcool e de mais de trinta tipos de drogas no organismo. Também foi a primeira vez que a pesquisa realizou uma perícia técnica no local do acidente (referente a 141 vítimas), para analisar a dinâmica do caso.
"É assustadora a quantidade de álcool entre as vítimas. Também chama a atenção o uso de cocaína como agente estimulante. Isso ajuda a explicar a epidemia de acidentes com motos na cidade", diz a fisiatra Júlia Greve, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e responsável pela pesquisa. "Os condutores confirmavam o uso de álcool ou droga, o que demonstra que eles não veem isso como um fator de risco para acidente."
Sem habilitação – Ainda de acordo com a pesquisa, 44% dos acidentados de moto na cidade sofreram lesões graves e mais de uma fratura e 23% deles não tinham habilitação para dirigir moto. Apesar de 90% dos motociclistas estarem usando capacete, só 17,8% estavam com o trio capacete, jaqueta e bota como itens de segurança. 
Dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostram que a frota de motos na cidade praticamente dobrou nos últimos sete anos: cresceu de 490 754 em 2005 para 962 239 em 2012. No mesmo período, o número de acidentes com motos cresceu 35% e a quantidade de motociclistas mortos aumentou 27%.  
(Com Estadão Conteúdo) 


 
É inconcebível que autoridades e representantes do povo ainda defendam a legalização do uso de drogas, ainda que maconha, quando caminhamos para tolerância zero acerca do álcool, sem contar o prejuízo que o Estado arca com acidentes é altíssimo.

 
O modo de viver cristão não é algo religioso, não. É a forma adequada de se viver bem, respeitando a si mesmo e aos demais.

Um grave problema nos dias de hoje é que os jovens, influenciados pela filosofia materialista de nossos dias e o hedonismo, querem viver a vida como desejam.

A desvalorização do cristianismo e a tentativa de manterem a espiritualidade em um compartimento particular a cada indivíduo, afeta toda a sociedade, em todas as esferas, pois a vida sem a orientação bíblica, divina, que é a única ideal para  o homem, caminha para a destruição espiritual e da sociedade.

O modo vida ditado pelas Sagradas Letras não garante apenas a vida eterna, mas também a vida terrena de qualidade.